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Adolescentes em Férias: 2022 - O Estouro da Boiada

Atualizado: 26 de jan. de 2022

Estamos iniciando o terceiro ano pandêmico de nossas vidas e pela primeira vez nossos adolescentes estão vacinados. Boa parte dos jovens completou a segunda dose de vacinação antes do início dessas férias de verão.

Ainda que se saiba que a vacina não impede o contágio, de um lado temos os adolescentes que se sentem imunizados, corajosos para dar vazão aos seus desejos e anseios por festas e paqueras e, de outro, essa geração de pais que precisa decidir o que fazer nesses novos cenários familiares.

Os pais são mobilizados pelo medo dos riscos do Covid, alguns mais que outros, e pelas preocupações com experimentações de álcool e outras substâncias, também aqui uns mais que outros, mas em geral todos lamentam as festinhas e vivências dos 15 anos que seus filhos não tiveram. Eles também desejam que seus filhos curtam a adolescência!

Os “imunizados” de férias usam de todos os recursos para serem liberados para as resenhas, eventos de Réveillon e viagens. É a liberação de uma demanda reprimida, um estouro da boiada. Adolescentes ávidos por experiências e novidades e seus pais tentando dar um limite para que as coisas aconteçam com alguma segurança e moderação. Muita tensão nessas relações!

E por fora correm aqueles que acham que essas questões são queixas de pais permissivos, já que uma boa dose de autoritarismo resolveria a questão. Pode ser. Mas pode ser também que esse sentimento seja uma realidade vivida por muitos pais e é com eles que converso.

Somos pioneiros em criar filhos em tempos de pandemia. Não há receita que funcione como o desejado. Temos que ir tentando, negociando, por vezes bancando um não mais firme mesmo, mas uma coisa que ajuda bastante é finalmente darmos um bom uso para os grupos de whatsapp.

Vencida a etapa das mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite, ou de iras políticas, a articulação entre os pais pode ser a ferramenta para a construção de algumas balizas. É razoável pensar que isso dá jogo.

São famílias que fizeram a mesma escolha que a sua por determinada escola e cujos os filhos escolhem andar juntos. Sem a pretensão de alcançar a unanimidade, afinal cada família tem suas estratégias, e usando o bom senso, alguns limites comuns podem fazer a diferença. O que é dito por mais de uma mãe deve ser verdade!

Não há garantia de sucesso, a responsabilidade continua nas nossas mãos, mas se do outro lado eu encontrar pais com questões parecidas com as minhas, fica mais fácil tocarmos essa boiada com alguma contenção que dê estrutura a nossos rebentos.


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1 comentário


Anésia Groy
Anésia Groy
12 de jan. de 2022

Muito bom! Está mesmo puxado

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