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Sobreviver não basta, a vida precisa de sentido

As pessoas de 60, 70, 80+ estão vivendo um processo de envelhecimento diferente do que elas viram nas gerações anteriores. Essas foram pessoas que romperam muitas barreiras, uma geração que lutou para poder escolher como viver a vida. Estudaram, trabalharam, viajaram. Casaram, separaram, tiveram filhos, ou não. Têm uma visão de mundo rica e não se encaixam no estereótipo das avós de outro tempo. Essa é a geração “baby boomers” (nascidos no pós-guerra) que tanto mudou o mundo: a contra-cultura, o conceito de adolescência, os direitos individuais, as defesas das minorias, e tantas outras transformações.

Agora essa geração envelhece. Será a mais longeva e a que melhor poderá desfrutar dessa fase da vida. Tanto no aspecto financeiro quanto no da saúde física. Mas é chegada a hora da capacidade transformadora dessas pessoas ser reativada. Já não mais em protestos nas ruas ou conquistas sociais, agora é preciso que toda essa história de vida seja elaborada em uma sabedoria de viver.

O envelhecer é difícil, é uma fase marcada pelas perdas e seus lutos. Perda de amores, de pessoas queridas, da plenitude da saúde e limitações do corpo. Muitas vezes um período marcado pela solidão. Talvez essa sensação de impotência seja mais desafiadora para uma geração que conquistou tanta coisa.

O desafio já não é mais de luta e conquista. Agora é preciso coragem para revisitar as cicatrizes, compreender, ressignificar e então poder fazer escolhas. O caminho é através, é no apropriar-se de si, das próprias dores, quando temos a oportunidade de refletir e ressignificar nossa história de vida. Esse processo permite a integração do passado no presente, encontrando o lugar de autoria em que muitas coisas estão para ser vividas.

Sobreviver não basta, precisamos de outros valores para que a vida faça sentido.


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